sábado, 25 de julho de 2009

Saudade

Saudade mesmo! Este portal agora vai ficar interativo e aberto. Comecei com a Andreza numa brincadeira e a coisa ficou seria.

Neste momento o "Versos e Traços" é componente do "Mulher ao Volante", da Uol. Fomos convidados pela modelo e piloto Valéria Zoppello e já estamos montando a equipe de Minas. Dentre os quais já temos os escritores Ana Letícia Costa, Thiago Quintella Alê Quites, os publicitarios Paulo César Souza e Ana Cláudia Ramos, o psicólogo Reinaldo Soares e a atriz, jornalista, escritora Suelen Ogando a jornalista Lívia Assis e os Designers Eduardo Candian e Mima Cafer. E vem mais.

Felicidades Totais!!

João Lenjob e Andreza Nazareth

De Nome José

De Nome José

Comercio e multidão
Passeio central
Meio às paralelas
Afonso Pena por aí.

Bancos, cinema, noite
Loterias, sinais
E assim se explora o verde mediano.

Loterias, lanchonetes
Visão progressiva nas meias
Calor, pessoas, lotação
Prefeitura, correio e Palácio.

Dedica-se assim o canteiro central
Vendo flores que fazem da Bahia subir
Enquanto o Espírito Santo encosta na catedral
De nome José
Dum lugar onde estados entrelaçam tribos
A sopa capital está pronta - e deliciosa.

Ladeando um parque chamado Municipal
A vida imita a vida que "reemita" o inicio da vida
No mesmo centro das passarelas
De um inesquecível canteiro central
Que num belo horizonte tudo se observa.

Texto: João Lenjob

Arte: Andreza Nazareth

Vou Te Encontrar

Vou Te Encontrar

Eu vou te encontrar
Na terra,
Na água, vou te encontrar
Escondida, tão rara
Preciosa, vou te encontrar
Em todas as 'minas'
Em todas 'gerais'
Tão preciosa, vou te encontrar
Tão bela, lapidada, brilhante
Eu vou te encontrar
Ou mesmo que sobre a enstante
Enfeitando e sorrindo aos desconfiantes
Eu vou te encontrar
Minha pedra, joia rara.

Texto: João Lenjob
Arte: Andreza Nazareth

Círculos

Círculos

Círculos aos olhares
Ondas que correm aos céus
E brincam de cair no chão
E de voltar aos céus
Numa forma concreta de sonhar
Ou num jeito poético de desenhar
Círculos que encostam na vida
E jorram cintilantes a arquitetura
Na mineiridade capital
Na graciosidade abstrata
Na tão nobre e evidente escultura
Parábolas que pulam ao vento
Fazendo inertes as atenções
Circulando todos os corações.

Texto: João Lenjob
Imagem: Andreza Nazareth

Soneto no Coreto

Soneto do Coreto

Eu coro com a maior alegria
E a gente no coro de prazer
Do coreto, a tão bela praça
No soneto feito de graça.

A gente circula em compasso
A gente se esbanja na saudade
A melodia que tem sinceridade
É a dos versos que feliz faço.

E a gente cintila no ar, dança
Faz a vida parecer uma criança
Escreve poesia e nunca se cansa.

Faz na noite a valsa mais bonita
A serenata marcante e bendita
E a Belo Horizonte sempre infinita.

Texto: João Lenjob
Imagem: Andreza Nazareth

Liberdade

Liberdade

A liberdade que serviu quimera
Quisera em outrora esquecida
Com a dedicação de tantos sonhos
E a imaginação que não coubera
Quisera o meu amor tão infinito
Repleto de esperança e vida intensa
Que contornando a vida em belos traços
Quisera os traços virarem poesia
Da liberdade em hino vão, constante
Em sonho inconfidente, são e eterno
Passada a luz do dia, todavia
Vertencias das vertentes sempre mais
Quisera o meu amor nascer de novo
Sem a liberdade de um encanto só
Quisera eu não pudesse amar de novo
Mineiro tanto sou, tanto escolhi.

Texto: João Lenjob
Arte: Andreza Nazareth

Biblioteca

Biblioteca
(Biblioteca Municipal de Belo Horizonte)

O universo em versos
A beleza em literatura
Os sonhos e também as almas
A arte e toda cultura
À Minas de forma mais pura
E um conjunto repleto de palmas
As letras que falam de amores
Parágrafos cheios de cores
Estrofes coberto de flores
Os pensamentos e também as falas
O teatro até quando em calas
As melodias e os mil sorrisos
As harmonias de tantos paraísos
Assim pra cada inspiração
Cada livro, biblioteca
Cada afeição de prazer
Desenhada na nobreza de ler

Texto: João Lenjob
Imagem: Andreza Nazareth

Palacio

Palacio



O meu horizonte é belo


Minha arte é um palacio

Minha vida é tod’alma

Como é grande o coração

E quando eu escrevo a alma

É de lá do coração.



Canta passarinho

Em qualquer lugar

Canta que é beleza

Pro mundo ecoar.



O meu mundo é singelo

Minha canção palacio

Minha cachaça é uma calma

Pra fazer uma canção

Eu preciso só de calma

Pra tocar uma canção.



Faça-me um desenho

Do que eu tanto escrevo

Faça a nossa terra

Primos versos e traços.



Nosso esquema é paralelo

O pensamento palacio

Lá onde eu bato palma

Para sua dedicação

E recebo a sua palma

Por abrir meu coração.



Palacio das artes

No belo horizonte

Eu escrevo uma canção

Você desenha a minha alma.





Texto: João Lenjob

Imagem: Andreza Nazareth

Cura

Cura

Pura,
Como é gentil a sua natureza
Que faz a minha iris se molhar
E satisfaz meu coração.

Escultura,
Como parece a realeza
Deixa minha vida balançar
Tendo-me por toda realização.

Cura,
Posso chamá-la de beleza
Posso seu beijo alcançar
E cativá-la com dedicação.

Texto: João Lenjob
Imagem: Andreza Nazareth

Meu Sangue

Meu Sangue

No meu sangue corre seu corpo
Sereno, nu, expressivo
Corre perdida, por mim porém encontrada
Querendo no entanto o meu encontro
Sabendo que está em minha vida
Amando e sendo amada
Sempre querida e sempre querendo
Em meu sangue você mergulha
Se embebeda e entontece
No vermelho vivo de minha vida vive
Como se fosse única
A única dona do meu sangue.

Texto: João Lenjob
Imagem: Andreza Nazareth

O Meu Presepio

O Meu Presepio



No interior, o meu presepio

O sentimento longe e tudo perto

A tristeza é pauta

E a poesia pintada é bem mais

Sempre desenhada, desejada e tão rara

A imaginação que nunca é inerte

A pureza em sonhos é frequente e inteligente

O primor da alma que traduz o ser

O amor na ternura e na dedicação conduz cada fazer

Conduz à eternidade, a lembrança, criança e o viver.

A Menina que Dança

A Menina Que Dança



Dança, chega, roda o vestido

Dança, viva, moça bonita

Dança, encanta, sou todo atento

Dança e baila no céu

Brinca com o ar

Iluda o olhar

Meu aprecio.



Dança, envolve, cria o sorriso

Dança, faz o meu olhar paraíso

Dança sobre o tom do infinito

Dança, desenha o céu

Escreva o ar

Mude o olhar

Concentração.



Texto: João Lenjob

Imagem: Andreza Nazareth

Como Se Não Soubesses

Como Se Não Soubesses
João Lenjob

Se hoje tento conhecer-te
Também tento me entender
Sei que aqui voltarás
Irei te receber, podes crer
A casa é tua, sempre foi
Não há rancor algum.
Se tua luz não me cativou
Mesmo com o teu sol
Mesmo com belo figurino, enfim
Sei que algum avisou impressinou
E sei também que não feriu
Só em mim as palavras que citei
Até doeu meu coração
Assim fico a esperar tua atenção
Que venha ao menos diminuta
Fico a aguardar um abraço teu
Como se não soubesses mais
Penso no acontecerá
Tardo-me com um triste fim
Pois sei que não.

Texto: João Lenjob
Imagem: Laz

Estrada da Alegria

Estrada da Alegria
João Lenjob

O caminhãozinho
O caminhãozinho
O foguete e o coração
Vou rodar na estrada da alegria
E vou brincar bem de montão
Vou sorrir com companhia
E ter boa sensação
Quero ver o seu sorriso
Quero ter sua atenção
Vou de noite e vou de dia
Vou pular na asa do encanto
E vou cair no vento da fascinação.
Texto: João Lenjob
Imagem: Laz

Transformação Florida

Transformação Florida
João Lenjob

Parte I
Desfile para mim, menina,
Princesa, surpresa, querida,
Desfile teu encanto, divina,
Tão nobre presença em vida.

Passe por aqui novamente
Meu peito, que és a semente,
Passe por aqui, assim graciosa
Tão bela, puramente saudosa.

Parte II
És aquela que faz não parecer que falta amor
Que transborda o sonho na retina da gente.

És aquela que cria a saudade, minuto saudade
Que transforma a íris no sonho da gente.

És o esboço mais preciso da natureza em paz
Da infinito horizonte em transformação florida.
Texto: João Lenjob
Imagem: Laz