skip to main |
skip to sidebar
Sou da Vida
Olho com um prazer que zelo tanto
Quero-te com um dever que por enquanto
(Não aparece outro - Não cresce a fila)
Não desonro o meu nome, pois não o tenho
Esqueço-te outro dia mesmo te tornando eterno
Pois me foste durante à noite que esperei a beber
Então desejo-te todavia e até me arrisco numa poesia
Pois sou da vida, mas sei ler, escrever
Sou mulher de uma noite que pode ter sido a a tua maior
E agora num desabafo olho-te, tentando esquecer-te
Enquanto não me olhas novamente a minha mesa de bar é a maior
E a minha bebida saceia a vontade de ter-te mais uma vez.
Arte: Andreza Nazareth
Texto: João Lenjob
As Casas
Eram casas, tão companheiras
Que ditam tudo e não são nada
De um espaço, sereno, dicreto e puro
De uma noite que nunca passa
Se são igrejas, cômodos, lojas eternas
Museus, hotéis, chalés, são tanta coisa
São diferentes e tão iguais
São somente nossas e universais
No vira dia, que tão escuro
Eu aprecio, as tais das casas
Elas parecem me olhar contentes
Pois que escrevo a poesia
Que elas fazem, que elas são
Tão desenhadas, vivas e reais.
Arte: Andreza Nazareth
Texto: João Lenjob
Mulher Triste
Preciso entender-te
Porque estais assim
Sozinha, melancólica;
Será se estais tão triste
Talvez somente embriagada
Ou se comemoras, feliz e apaixonada?
Teus olhos não me olham
Não fazem planos
Não fazem, trazem ninguém
Quem sabe outros como os meus acompanham-te
E se percebem tua impressão de medo e de ferida
Se guardaste só segredos de tua vida.
Queria algo pra fazer e ter-te a impressionar
Em busca de uma solução prazerosa
E sem querer ver-te a assim tanto beber
Sem motivos e sem parecer mais nada
Se nem ao menos sei se percebes em mim
E sutilmente com um sorriso escondido
Da minha preocupação que tenta e não desfaz.
O sentimento meu
Escondido, solitário, mas só meu
E com meu copo até divido a tua dor,
E assim então participa do momento
Não sinto bem com sua melancolia em mim
Mas minha solidão talvez é que impressiona
E sinto por fim a tua solidão também.
Arte: Andreza Nazareth
Texto: João Lenjob