quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Croqui

Croqui

Sim, porque te procurei
Assim, te elaborei
Moldei teu jeito ao jeito meu
Sim, porque assim sonhei
Assim, até te desenhei
Me encontrando e te encontrando
Enfim,
Até que te encontrei
Para mim, porque visualizei e esperei
Como um croqui, e até te vesti
Colori, como uma aquarela em mim
Meu peito, jeito, conceito,
Por fim,
Te conquistei sim
Assim, Casei-te em mim enfim, assim
Porque eu te amei sim
Até te levei comigo pra uma vida que não tem mais
Fim.

Arte: Laz Muniz
Texto: João Lenjob

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Dose Dupla

Dose Dupla

Vou desarrumar
E brincar de arrumar
Vou desorganizar
E me encontrar nos meios
Nos versos cabiceiros
Tênis ora chão
Amor ora ternura
E cheio de emoção.

Vou colorir
E depois apreciar
Assim caminha a visão
Da cama concentrado
E sem orientação
A lua e o sol dá me a razão
Dose dupla com dedicação
E a lembrança da pelada ao chão.

Arte: Laz Muniz
Texto: João Lenjob

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Esculpida

Esculpida

Mais esculpida, trabalhada e exaltada não há
Mais lapidada, escolhida e endeusada também não há
Como mais certo pensar no céu, lembrar do mar
E desvendar a natureza de uma respiração ofegante
Talvez uma paixão desonrteante ou um momento de paixão
Mas certo estou de um encanto que nunca se destaz
Um traçar de teus passos que faz o bem, meu bem
E assim escolho os teus sonhos só para mim
E teus olhares para mim
O que não muda quando se faz, se brota, se gosta
Ou simplesmente, se cria.

Arte: Laz Muniz
Texto: João Lenjob

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Na Sala

Na Sala

É nesta sala que te bebo
E te alimento em um sentimento e paz
E assim me alimenta alma com teu perfume
E muito ciúme de um sonho a mais, bem mais.

É nesta sala que vivo a escrever-te
E olho as paredes querendo esquecer-te
Ou peço a lua para que te busque
Que tenha alguma chance para te amar.

E é esta vida que eu tento não viver
Um pesadelo que jamais quero sonhar
E da vida distante que vivo a aprender-te
Ou o mundo na janela que vivo a procurar-te.

É esta flor que eu te substituo
É aqui sentando que te amo triste.

Arte: Andreza Nazareth
Texto: João Lenjob

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Dogma de Pescador

Dogma de Pescador

Sobra tempo
Falta luz
E sem isca
Há muito amor
Sobra frio
Aqueço de calor
E encho de esperança
A vara é atenta
E a água inerte
E fito lado a lado
Os grilos cantam
Corujas brincam
Os peixes ariscos
Nada aparecem
E na minha cola
Com a luz da lua
Lembro do meu amor
Que nunca pesco
E sempre espero.

Arte: Andreza Nazareth
Texto: João Lenjob

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Me Esperando

Me Esperando

Bom ver-te assim me esperando
E com tua ternura, me esperando
Bom sentir teu aroma
Bom saber da saudade
É tão bom saber que me amas
E eu te amo
Bom chegar de surpresa
E ter-te já tão despida
E tão nua é a tua beleza
Minha flor maior
Quero tocar tuas costas
E rever teu sorriso
Me fitando,
Me vivendo, me amando.

Arte: Andreza Nazareth
Texto: João Lenjob

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Na Janela

Na Janela

Que venha o luar
E te acompanhe em meu pensamento
Com o alívio que me chega na janela
E uma esperança a mais que um dia voltes
Procuro então alguma forma de te esquecer
E não mais sofrer, chorar, ou deste canto precisar
Porque queria um pouco mais
Faltou um pouco mais,
Talvez não o amor,
Mas um pouquinho da tua alegria
Do teu afeto, laço, carinho
Ou pelo menos um pouco mais de tua presença.

Arte: Andreza Nazareth
Texto: João Lenjob

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Injustiça

Injustiça

Eu não cuidei do meu amor
Mas minha mesa eu hei de delegar
Se foi justiça a minha dor
E o que posso ainda advogar
Na minha vida o fim foi surpresa
E sem a beleza de um sentimento enfim
Se sou prestígio me adoro
Mas não tenho alguém pra me adorar
Se minha renda anda bem
Sinto a saudade de alguém para lembrar
Se não bastasse o que sou
Alguém precisa entender
Se é justiça eu trabalhar
Ou se é justo eu não amar.

Arte: Andreza Nazareth
Texto: João Lenjob

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Tuas Lembranças

Tuas Lembranças

Se me deixaste com a dor
Posso beber e dela me esconder
Se pretendias ter-me a sofrer
Ainda posso beber
Se no meu mundo não tenho-te mais
Tenho muito mais a fazer
Se não consigo esquecer-te
Posso tentar não chorar
Eu me acato com tua ausência
E me embebedo de tuas lembranças
E me satisfaço com as recordações de amor
E a noite ainda me traz prazer
Mesmo na tristeza e na solidão
Mesmo sem ter-te e tendo sempre.

Arte: Andreza Nazareth
Texto: João Lenjob

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Sou da Vida

Sou da Vida

Olho com um prazer que zelo tanto
Quero-te com um dever que por enquanto
(Não aparece outro - Não cresce a fila)
Não desonro o meu nome, pois não o tenho
Esqueço-te outro dia mesmo te tornando eterno
Pois me foste durante à noite que esperei a beber
Então desejo-te todavia e até me arrisco numa poesia
Pois sou da vida, mas sei ler, escrever
Sou mulher de uma noite que pode ter sido a a tua maior
E agora num desabafo olho-te, tentando esquecer-te
Enquanto não me olhas novamente a minha mesa de bar é a maior
E a minha bebida saceia a vontade de ter-te mais uma vez.

Arte: Andreza Nazareth
Texto: João Lenjob

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

As Casas

As Casas

Eram casas, tão companheiras
Que ditam tudo e não são nada
De um espaço, sereno, dicreto e puro
De uma noite que nunca passa
Se são igrejas, cômodos, lojas eternas
Museus, hotéis, chalés, são tanta coisa
São diferentes e tão iguais
São somente nossas e universais
No vira dia, que tão escuro
Eu aprecio, as tais das casas
Elas parecem me olhar contentes
Pois que escrevo a poesia
Que elas fazem, que elas são
Tão desenhadas, vivas e reais.

Arte: Andreza Nazareth
Texto: João Lenjob

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Mulher Triste

Mulher Triste

Preciso entender-te
Porque estais assim
Sozinha, melancólica;
Será se estais tão triste
Talvez somente embriagada
Ou se comemoras, feliz e apaixonada?
Teus olhos não me olham
Não fazem planos
Não fazem, trazem ninguém
Quem sabe outros como os meus acompanham-te
E se percebem tua impressão de medo e de ferida
Se guardaste só segredos de tua vida.
Queria algo pra fazer e ter-te a impressionar
Em busca de uma solução prazerosa
E sem querer ver-te a assim tanto beber
Sem motivos e sem parecer mais nada
Se nem ao menos sei se percebes em mim
E sutilmente com um sorriso escondido
Da minha preocupação que tenta e não desfaz.
O sentimento meu
Escondido, solitário, mas só meu
E com meu copo até divido a tua dor,
E assim então participa do momento
Não sinto bem com sua melancolia em mim
Mas minha solidão talvez é que impressiona
E sinto por fim a tua solidão também.

Arte: Andreza Nazareth
Texto: João Lenjob

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Mulher Nua

Mulher Nua

Aonde vais amor?
A cama é grande e a noite infinita
No nosso amor a correspondência é mais bonita
Que assim traduz a satisfação que tens.

E eu tão atento,
A apreciar-te e tão generosos traços
Braços cruzados e silenciosos, paulatinos passos,
E o sorriso que esqueceste de me dar.

Que não demores.
Pois esfriaste o espaço carinhoso,
Do nosso afago tão presente, gostoso e poderoso,
E o beijo intenso que ainda hei de procurar.

Arte: Andreza Nazareth
Texto: João Lenjob

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Noite de Gatos

Noite de Gatos

Na noite escura
E tão escura
Somente um foco
De luz ali
Lua crescente
E de papel
Tão engraçada
Que a noite ri
A casa inerte
Lixo invadido
E quatro gatos
Cantando o mi
Um assustado
Já no latão
No topo da casa
O amor miau
Enquanto isso
Um se diverte
No seu telhado
Tá nem aí,
E nós aqui
Apreciando
Uma história
Talento, nanquim

Arte: Andreza Nazareth
Texto: João Lenjob